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sábado, 25 de setembro de 2010

One Shot "Tom Tears" - Final



Na semana que se seguiu, ela pediu uma certa urgência no casamento, pensei que fosse por o bebe nascer dali a 5 meses.


Passado um mês casamos, numa cerimónia simples e familiar, com pouca gente, o álbum saiu passado uns dias, e o Bill estava novinho em folha.

Após a nossa calma lua de mel, o tempo foi passado, e a agenda reagendada.

Começei os concertos pela Europa, e a passar menos tempo com a Bella.

Ela já estava de 8 meses de gravidez, e a minha ansiada começava a dar nas vistas.

Um dia durante a actuação, vejo alguns seguranças nervosos, mas continuo ignorando a situação.

O meu irmão cantava com a mesma alma de antes, e na altura que ele ia dar uma nota mais alta, ele do nada para, olha para mim, uma dor insuportavel apodera-se de mim, e faz-me contrair o peito.

Algo se passa, apenas o sei…

Olhei para a Dunja, e ela mal olhou para mim, vi que tinha estado a chorar.

Algo me dizia para abandonar o palco, e assim o fiz.

- Dunja que se passa??

- A Bella Tom, ela entrou em trabalho de parto..

- Mas ainda falta algum tempo, qual o hospital que ela está??

- S. Lourence a uns 5 quilómetros daqui, anda eu levo-te estás demasiado nervoso.

Algo me dizia que algo não estava bem, e não era simplesmente o nascimento prematuro do nosso filho.

Assim que cheguei ao hospital corri para a sala de partos, ela já tinha tido a criança, e os médicos estavam agora a limpar o pequeno bebe.

Ela tinha os olhos fechados..

- Bella..

- Ela não respondia e pensei que fosse só o cansaço..

- Bella, meu amor, sou eu, o nosso filho nasceu…

Os olhos verdes, tinham restos de lágrimas nas pálpebras, e um médico pede-me para que eu saia da sala.

Não entendi tal atitude, mas sai conforme a ordem.

Olhei pela porta, que continha um pequeno circulo de vidro, e vi tentarem a reanimação mas em vão.

O seu corpo contraia-se mas fez questão de não voltar.

Uma enfermeira trás a pequena bebé, e pede-me que vá com ela a uma sala.

Eu estava em estado de choque, não era possível eu ter perdido assim a pessoa que eu mais amava, aquele anjo que eu tanto admirava…

- Sr Tom, lamento ser a portadora de tão triste noticia, mas a sua esposa não sobreviveu ao parto, e antes do mesmo ela pediu-me que lhe entrega-se isto.



Uma carta surgia agora das mãos daquela mulher e li cada palavra, como se do seu último desejo de tratasse.

Tom

Meu doce e terno Tom.

Se recebeste a carta, é porque não consegui disse-lo pessoalmente.

Havia uma complicação na gravidez, mas tu não sabias, e eu não te quis dizer nada.

Há cerca de 5 meses que os médicos, me disseram que era uma gravidez de risco, que se eu fizesse um aborto poderia sobreviver, mas que se tenta-se ter o bebe, as chances eram mínimas.

Mas eu sabia o quanto estavas feliz, e o quanto eu queria te dar este filho..

Alias filha..aposto que é uma menina, apesar de não se ver o sexo do bebe.

Queria que fosse tal e qual como tu, meu amor, para além da personalidade forte, amável e protectora, queria que teve-se o teu tom dourado de pele, o narizinho arrebitado, olhos rasgados, mas verdes como os meus, e lábios bem definidos, proporcionando um sorriso rasgado.

O seu cabelo, como gostaria de saber, se terei a chance de os escovar e acariciar, quando se tornarem em caracóis definidos, num tom caramelo.

Queria tanto saber se ela sobreviveu e que o meu esforço não será em vão.

Meu amor, de ti, guardo só boas recordações, adorei todos os momentos que passamos juntos.

E lembra-te que não estás sozinho, porque mesmo que o meu corpo já não possua vida, o meu espírito estará sempre contigo.

Por ultimo peço-te apenas que lhe chames Melody, pois é assim que a vejo, um raio de sol na minha vida, algo novo, que te sirva de inspiração para o grande artista que és..pois só assim nascerá a mais bella Melodya.



Amo - te agora e Sempre.



Bella.



Fim

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

One Shot - Tom Tears parte 5


No bar do Hotel, alguém me esperava e pela 1º vez deixei o meu irmão sozinho, pensei que não haveria problemas, pois a sua recuperação ia muito bem.
Combinamos ambos levarmos blusas brancas.
Quando cheguei ao bar, vi uma senhora, dos seus 40 anos conforme a descrição, e por momentos pensei que seria essa a razão para tanto mistério.
Foi ter com ela, e comecei a meter conversa, ela parecia rir-se de todo aquilo e eu não percebia.
Quando dou por mim, a sentir uma mão no meu ombro.
Essa pessoa, não disse nada mas ao estender o pulso para recuar, algo me fez prestar atenção , um pequeno cordão era me familiar, e peguei-lhe na mão.
- Bella..
( disse eu enquanto levantava o olhar e a via de branco)
- És tu??? és a Shane..eu nem acredito ( por um lado estava super feliz, mas por outro ela já conhecia o meu desejo por ela, o que me colocou numa situação embaraçosa)
- Sim Tom, ou Paul…era eu, mas não sabia que tu eras o rapaz que falava comigo na net, mas quando li a tua historia, apercebi-me e resolvi que devias de saber a verdade.
- Não posso deixar de dizer que estou feliz..
Ela simplesmente sorriu com a doçura habitual, e quando eu ia começar a falar um dos meus seguranças pede a minha presença com urgência no quarto de Bill.
Nem pensei duas vezes e corri até ao quarto.
Do quarto, apenas vi saírem os paramédicos, Bill tinha tido uma recaída, e estava desmaiado agora na maca, que seria levada para o Hospital.

A minha noite romântica foi passada nos corredores da clínica, mas felizmente ela esteve sempre ao nosso lado.
Com todo isto, o CD foi novamente adiado, ao contrário do meu romance com Bella.
Quando a noticia, de que teríamos que adiar o CD saiu, o próprio Gustav e Georg partiram uns tempos para junto da família, toda esta situação era muito difícil para ambos.
Após 3 meses, e muita paciência o Bill estava melhor, e nessa noite fui comemorar com a Bella.
Resolvi que iríamos jantar fora, e esperei ansioso a porta do restaurante que ela chega-se.
Ela vinha elegante como sempre, e mal me viu, deu-me um suave beijo nos lábios, o qual correspondi, da melhor maneira possível.
Sentamo-nos e jantamos as luz das velas, acabei por leva-la a casa, e quando eu ia arrancar com o carro, ela pediu que subisse até ao seu apartamento.
Nada fiz, apenas segui o seu pedido.
Devido a minha constante preocupação com Bill, nunca tínhamos muito tempo, mas hoje algo me dizia que eu podia respirar de alivio.
O apartamento era simples, mas acolhedor, fez-me sentir em casa, e ela manteve as luzes baixas e acendeu algumas velas e incensos.
Colocou uma musica calma, e ficamos ali abraçados na dançar calmamente junto um do outro, a musica até poderia ser desnecessária, visto que a única coisa que nos interessava era estar perto um do outro.
Ela beijou-me o pescoço, com movimentos suaves, mal sentia o seu toque, apenas a sua respiração quente.
Ela tirou-me a blusa e eu copie os gestos e retirei o seu vestido que caio graciosamente sobre o chão.
Entre carícias e gestos românticos, a roupa foi retirada, os lençóis falavam por nós, entre gemidos, pois o nosso silêncio apenas denunciava o prazer de ambos, por nos amar-mos pela 1ºvez.

Na manhã seguinte, sorri sozinho ao vê-la aninhada ao meu lado na cama.
Comecei a beijar os seus ombros nus, e as costas, depois os braços e abracei-me a ela dando-lhe as mãos.
- Sabias que eu gosto realmente de ti Tom…sabias que te amo…
(Ao ouvir aquelas curtas palavras, sorri para mim mesmo e pequei no seu corpo voltando para mim)
- Apenas sei que te amo, tu dás-me força para continuar, eu amo-te verdadeiramente, e espero um dia poder retribuir tudo o que tens feito por nós, porque tu és como um anjo que caiu na minha vida.
Obrigado Bella..por tudo..obrigado…

E agarrei-a com força. Ela ficou comovida com as minhas palavras e pequenas lágrimas surgiram no seu rosto, o seu corpo nu, estava junto ao meu e tremia de emoção.
Aquele gesto, valia mais que mil palavras, por isso limitei-me a beija-la.

Um mês passava, e Bill sairia da clínica.
Nessa manhã, era ela novamente que estava com o meu irmão, cuidadosa e atenciosa como sempre.
Eles davam-se super bem, e nesse dia voltamos todos juntos para casa.
Nessa mesma noite, durante o jantar a Bella não se sentiu bem, e passou mesmo parte da noite deitada.
Não liguei muito, pois ela dissera-me que era apenas um mau estar.
Mas confesso que fiquei tão preocupado, será que estaria doente.
Ela dormia tranquilamente no quarto, por isso não interrompi.
Bill encontrava-se sentado no sofá da nossa sala, a nossa mãe e o George já tinham saído, por isso ele falou-me como a muito não o fazia.
- Tom, estou preocupado com a banda, não sei se os outros iram regressar, fiz demasiados disparaste e não reparei o quanto egoísta e imaturo fui..
- Calma Bill, vais ver que voltam e acabaremos o álbum, voltaremos para a estrada e tudo será como de antes..
- Tom, nem tudo…
- Como assim, se voltarem, penso que não haverá problema..
- Não é isso Tom, e a Bella..
- Que tem ela..
- Ainda não reparaste, ela não anda nada bem..
- Sim eu reparei hoje ao jantar, ela sentiu-se mal, espero que não seja nada de grave.
- Ela tem estado assim há dias Tom, penso que não se trata de doença..
- Hooo não, ela pode estar..

Um turbilhão de emoções surgem agora, ela poderia estar sim, a espera do nosso filho.
Meu deus, eu não sei explicar o que sinto..se for verdade.
Nessa noite mal dormi, a ansiedade era imensa, e assim que ela despertou levei-a ao medico.
Ela insistia que se sentia melhor, mas eu literalmente arrastei-a até á clínica onde faria os exames.
O medico regressou, passado uma hora, e confirmou a suspeita, Bella estava grávida.
Olhei para ela, e nem sabia o que dizer.
- Hoo meu anjo, um filho, nosso..eu nem tenho palavras, apenas sei que sinto um orgulho imenso, em que sejas a mãe do nosso filho.
- Ela sorrio baixinho..filha…( disse)
- Filha??mas como sabes, ainda é tão cedo..
- Não sei..apenas sei que será uma menina.
Foi para casa, e explodi de alegria, eu amava tanto e agora um filho, eu estava radiante.
Passado 3 meses, o Georg e o Gustav regressão, e começamos a trabalhar no novo álbum dia e noite.
Infelizmente eu não podia dedicar tanto tempo a Bella como gostaria, nem acompanhar a sua gravidez, mas quando eu estava com ela tentava ao máximo que fosse feliz, afinal eu amava-a tanto.
A sua barriga começa a crescer, e foi num dia após sair do estúdio que quando cheguei a casa, pedi que ela me acompanha-se até a um jardim perto da entrada da nossa cidade.

- Tom, tás doido, está muito frio, vamos para casa.
- Sim, doido por ti..anda preciso que vejas uma coisa.
- Mas o quê Tom, aqui só á neve, e mais neve, e um frio de rachar.
- Ele tapou-me os olhos com as suas luvas, e fez-me andar mais uns passos.
Ok podes olhar disse eu. – e sorri


Na neve estava escrito com letras grandes e gordas.
“ Um dia, um anjo veio me visitar
E para sempre ao seu lado quero estar
Tu és a razão do meu viver
E é por isso que não te quero perder
Por isso meu anjo, voa para junto de mim
E…”
- E.. – disse ela
E..diz que sim - Disse eu enquanto sorria…
Mas..( disse ela sem perceber)
Bom cá vai…Bella queres casar comigo??
Ela sorriu e caiu em meus braços, simmm, disse ela, e beijou-me.

Continua...


 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

One Shot - Tom Tears parte 4



Passou-se 2 semanas, e resolvi internar o Bill numa clínica de desintoxicação, ele tinha começado a tomar algumas drogas leves, oferecidas muitas vezes pelas novas companhias, que não fizeram outra coisa se não prejudicar.
Ele cometia pequenas loucuras, devido ao efeito, mas felizmente toda a equipa conseguiu ajudar, com a desculpa que estávamos a preparar o novo álbum.
Em cima de mim, caia agora um processo, o qual com alguma sorte sairia ileso.
Um dia destes, quando estava a voltar para o meu quarto, lembrei de ligar o msn e falar com algumas pessoas, depois do acontecido não voltei a postar o diário, mas mantive a amizade com a minha amiga Shane, e continuei a escrever.
Ela felizmente não ficou a saber quem eu era, por isso continuava a ver-me da mesma forma.
Shane era uma boa amiga, sempre ao meu lado, eu tinha a esperança de ela ser diferente, e não uma verdadeira desilusão como a Mandy.
Num dos dias que foi visitar o meu irmão a clínica, ele estava num pequeno jardim, com o olhar triste, apesar das minhas visitas constantes.
- O seu irmão está melhor, penso que dentro de semanas poderá regressar a casa, vejo que apesar da tristeza, ele faz um esforço para melhorar a cada dia que passa.
- Obrigado Srª Enfermeira ( e desviei o olhar para ler o nome) Enfermeira Isabella.
- De nada( ela baixou a cabeça ligeramente corada)é o meu trabalho.
Ela era baixinha, não muito, mas um pouco em relação a mim, tinha um sorriso meigo, não era uma modelo de revista mas o seu corpo era bonito e delicado, de belas formas.
Mas o que despertava a minha atenção era sem duvida o seu magnifico olhar.
Parecia que estes demonstravam o seu Eu escondido, como quem tem vida, mas precisa de vontade para se libertar.
Os olhos de um verde sublime, brilhantes, e misteriosos, dando vontade de conhecer um pouco mais.
- Sr Tom…Sr Tom, está a ouvir-me ( dizia num tom harmonioso trazendo-me de volta a realidade)
- Sim , Sim Isabella peço desculpa..
- O seu irmão precisa que lhe tragam alguns objectos, e nós que o senhor preencha uns documentos da clínica, será que me podia acompanhar.
- Sim, sim ( prontamente respondi)vamos…
Duas semanas passam, e eu fico cada vez mais contente com a recuperação do Bill, e com a amabilidade de Bella.
Sim, era assim que eu a tratava ficamos bons amigos enquanto o meu irmão estava internado, por um lado queria continuar a ve-la, mas ver o meu irmão melhor compensava tudo, até mesmo as saudades que iria ter dela.
A noite enquanto o meu irmão ficava na clínica, eu escrevi novamente, e falava com a shane.
No dia que Bill saiu da clínica, foi mais o Tobi busca-lo.
Levei umas das suas roupas preferidas, e entreguei-lhe uma pequena surpresa, enquanto ele esteve na clínica escrevi e compôs alguma musicas, poderíamos juntos trabalhar para o novo álbum.
Ele sorria pela primeira vez de extrema felicidade, deixando com a esperança que novos tempos viriam.Foi até a parte da enfermaria despedir-me de Bella, queria lhe oferecer uma lembrança e agradecer por todo o carinho e dedicação que esta tinha dado ao meu pequeno irmão.
- Por favor, eu procuro uma enfermeira chamada Bella.
- Ela encontra-se lá fora na esplanada, com uma paciente, tem que ir até ao 2º andar, ai deverá encontra-la.
- Ok, muito obrigado.
Caminhei conforme as indicações, e lá estava ela, linda, vestida de branco, como sempre com aquela bata própria da profissão.
- Bella..Boa tarde..será que podes chegar aqui por favor..
- Sim claro…( olhou para a paciente carinhosamente)já venho senhora Spencer.
- Olá Tom, como estás? Deves estar muito feliz do teu irmão sair hoje ??
- Sim estou, mas por um lado..( acho que corei ao dizer aquilo, e fiquei calado alguns segundos)
- Por um lado..
- Tenho medo de não te voltar a ver..( disse olhando-a nos olhos)
- Hoo Tom ( disse ela sorrindo docemente) Vais ver que voltaremos a encontrarmo-nos, não aqui na clínica claro, ou seria muito mau sinal.. ( disso sorrindo alegremente).
- Assim o espero, penso que nos ajudaste aos dois, isto é para ti ( e tirei do bolso do casaco uma pequena caixa).Obrigada por tudo..
- Mas Tom, não precisavas..a sério. ( disse aquelas palavras com um ar de surpresa)
- Precisa sim, deixa-me colocar.
Ela estendeu o pulso directo, e eu pôs a pulseira, era simples e continha um pequeno pendente em forma de estrela.
Ela agradeceu, e eu aproximei-me dando-lhe um suave beijo na face.
Acho que vou sentir a tua falta. - disse baixando a cabeça, e ajeitando o boné, olhando para cima com um ar envergonhado, mas sem corar.
- Menina Bella, menina …eu perciso de si..
- Já vai Srª Spencer..desculpa Tom, tenho de ir.
- Sim, claro, o Bill também está a minha espera, até um dia.
- Até Tom…
Foi para o carro, e voltamos finalmente para casa, os dias seguiram-se, assim como as semanas.
Apesar de estar de volta ao estúdio, dos directores terem acalmado, e do processo em tribunal estar bem encaminhado, a minha felicidade não estava completa.
O meu irmão estava bem melhor, já se tinha deixado de alguns vícios, e eu ficava mesmo feliz por vê-lo sorrir.
Numa noite, quando eu estava a escrever mais umas linhas no meu PC, deu-me vontade de escrever toda a historia, claro tirando certos promenores,e juntando uns novos.
Novos sentimentos e novas emoções ainda por viver, que me faziam ganhar coragem para continuar.
Descrevi o meu sofrimento, e como uns certos olhos verdes me tinham fascinado,e na minha vontade de a conhecer um pouco melhor, enfim…
Durante a semana muitos comentários foram surgindo, até que recebi uma mensagem da minha amiga Shane.
- Ola Paul, sei que falamos a muito tempo, penso que está na hora de me conheceres..
- Claro que sim - respondi prontamente.
Para minha segurança, marquei o local e levei seguranças.

Continua

terça-feira, 14 de setembro de 2010

One Shot - Tom Tears parte 3



Os outros levavam-me através do corredor, e quando passamos na sala de reuniões, ouvi a voz dos directores e dos managers, a falarem sobre o atraso do novo álbum, ouvimos o arrastar das cadeiras e quisemos sair dali o mais rápido possível, afim da nossa presença não ser detectada.
Ainda corremos, mas em vão, eles viram-nos e chamaram por mim.
Voltei-me na sua direcção, e apenas disse:
- Tenho que ver o meu irmão, e saímos dali a correr.
Subimos a longa escadaria de madeira, que separava o estúdio do nosso apartamento, e entrei.
A casa encontrava-se uma confusão, todo fechado e escuro, e caminhei em passos lentos, até ao quarto de Bill, se antes eu encontrava-me angustiado, agora eu não tinha certamente palavras.
Aproximei-me da porta, e empurrei lentamente.
No quarto vi o meu irmão caio sobre a cama e parte do seu frágil corpo no chão.
A minha respiração aumentava, eu não conseguia controlar os movimentos do meu magro peito.
As lágrimas voltam, mas desta vez, não tive vergonha, nem as quis esconder.
- Não Bill ( coloquei a mão sobre minha propria boca, para me calar a mim próprio), O que é que aconteceu..(chorava e soluçava) o que te fizeram..( voei na sua direcção, afastando o seu corpo da cama, e puxando este para junto de mim, segurei no seu rosto, na esperança que ele me ouvisse)
- Hoo meu irmão.. (ele estava inconsciente, eu abanava o seu corpo em movimentos transitórios, para trás e para frente, agarrava-me a ele com tanta força, eu não podia o ter abandonado, ele percisava de mim, ele é só uma criança tal como eu, que se deixa levar por esta gente que não interessa a ninguém.)
Peguei no seu rosto, os outros ficaram preplexos olhando para nós.
Fechei os olhos,e continuei a segurar firmente dele,
Sentia o seu coração, a sua respiração, as lágrimas acalmaram e os soluços pararam.
Ficamos abraçados assim alguns minutos naquele quarto escuro.
Os outros saíram para o estúdio, e fecharam-nos a porta.
Fiquei em silêncio.
- Tom ..voltas-te…( as palavras surgiam sublimemente por entre aquela escuridão fazendo pela primeira vez sorrir de tranquilidade)
- Calma Bill, eu voltei..nunca mais te vou abandonar, eu prometo..
Ele abraçou-me como não o fazia a anos.
Costumava abraçar-me quando éramos pequenos, cada vez que estava feliz, ou simplesmente sentia a minha falta.

Continua..

sábado, 11 de setembro de 2010

One Shot - Tom Tears parte 2/4



Olho novamente para o PC, leio cada letra que acabei de escrever, todos dormem, e apenas o motorista do Bus segue viagem.


O relógio já aponta 5 da manhã, não consigo ter uma noite decente de sono há semanas, fechei o documento no PC, escrevo desde que o Bill foi operado, para poder desabafar com alguém, mas ninguém se quer desconfia que tenho este pequeno “ diário”.
Vou para a casa de banho, fecho a porta desta, e deixo a água quente a correr, tiro a roupa e ponho me debaixo daquela água, firmo as mãos gélidas na parede húmida e baixo a cabeça, ali fico alguns minutos a sentir a água a cair do chuveiro, a melancolia volta, e por breves momentos, curtas lágrimas caem do meu rosto.
Penso para mim mesmo, que esta é a minha única hora de alívio, visto que não me permito a mim mesmo, chorar ou demonstrar outro tipo de emoção quando estou com os outros.


Os dias continuam a passar, e mudas a cada dia que passa, fico triste e mal reparas.
Gustav e Georg penso que já tiveram dias melhores, vejo por vezes nos seus rostos, a indignação e a raiva originada pela falta de louvor por parte dos fans e impressa, onde se vê o seu eterno esforço e empenho, e a falta de apoio por parte de muitos, para quem trabalha tanto.


O meu nome, e o do meu irmão, aparecem vezes sem conta, por vezes sufocante, e o deles mal surge.


Os dias passam, hoje é o dia do nosso aniversário, fazemos 19 anos, vi-te ainda a pôr o boné, enquanto abria a porta da tua suite do Hotel.
Caminhamos juntos até ao primeiro andar onde servem os pequenos-almoços.
Vejo a equipa da tokio hotel TV aproximarem se, eles são uma boa equipa, mas confesso que começo a ficar cada vez mais farto de estar constantemente a ser seguido por câmaras.
As empregadas de mesa do Hotel aproximam-se em conjunto trazendo consigo um pequeno bolo de chocolate, para nós.
Vejo que Bill, tal como eu, desejou mais do que tudo, estar simplesmente com a família, e amigos, começo a cortar o bolo, ironicamente a faca é bem maior que este, e acabo por cortar uma fatia minúscula, fazendo o meu irmão sorrir .


Ele pega delicadamente na colher, saboreando cada pedacinho de bolo da pequena fatia, e uma lágrima cai mesmo do seu rosto.


A minha vontade era de abraça-lo e chorar com ele, parecia que finalmente tinha o meu irmão de volta.
Tivemos com os outros membros da banda, e com algumas pessoas da equipa, e durante a tarde simplesmente apanhamos banhos de Sol.
Nem roupa tínhamos para banho, ali ficamos simplesmente a sentir os raios de sol a penetrarem na nossa pele, sabia tão bem, tinha saudades de sentir esta paz.
Sem câmaras e fans e gritarem, nem fotógrafos, simplesmente nós e o mar.
O meu irmão está voltado para a outra cadeira, apetece-me tanto dizer-lhe o que sinto, penso que esta é a oportunidade.
Olho para ele, e levanto-me ligeiramente da cadeira.
- Bill,eu.. (aguardei um pouco, respirei fundo) eu preciso de falar contigo…Bill estás a ouvir?
Olhei para o seu rosto pálido, e delicado, debaixo dos óculos de Sol, ele encontrava-se com os olhos serrados, dormitando suavemente com a respiração calma.
Sorri para ele, apesar de desejar que esteve-se acordado.
Olhei para aquele mar, e fechei os olhos voltando a sentir o sol quente na minha pele, do nada ouso a sua voz, calmamente perguntar o que quero, e abro os olhos, sorrio e levanto-me da cadeira.
- Bill, pensei que estavas a dormir..
- E estava, mas tive a sensação que precisavas falar comigo..
- Sim preciso, bem eu..
Um fotógrafo surge no horizonte, junto a linha de água e interrompe a nossa conversa, Tobi desloca-se agora a passos largos tentando alcançar este, mas em vão.


Este pede desculpa pelo acontecido, e pede por uma questão de segurança, que voltemos para o interior do Hotel, deixando assim a praia de L.A para trás.


Durante a tarde, não consegui falar com ele, tive todo o tempo com David Josh compondo algumas linhas das próximas canções, e confesso que nem tive paciência para me juntar a eles.


Foi para a minha suite e voltei a escrever mais umas linhas no meu “ diário”, de como quase consegui falar, e novamente o fracasso.
Parecia que nunca conseguiria ter aquela conversa.
Por isso, resolvi mudar os nomes e certos pormenores que me denunciassem, e postei simplesmente num fórum que continha algumas histórias, pensariam que se tratava de apenas mais uma, e por isso eu não teria problemas, com alguma sorte, conseguiria alguns comentários, e assim, algumas novas soluções para todo este caso, porque afinal por vezes apenas necessitamos de uma segunda opinião.


Os dias passaram, ganhamos um grande premio de MTV, o primeiro para uma banda tão jovem e alemã, mas mesmo assim, tudo aquilo parecia pouco para mim.
A banda sorria para os fotógrafos e mostrava a estatueta conseguida, eu acompanhava, mas mal sorri, aquelas pessoas de plástico voltavam assim como as suas palavras vagas e fúteis de falsos méritos, fiquei na after party, bebi e não aguentando mais retirei-me.
Bill notou a minha ausência, mas a fama e aquelas luzes fizeram-no esquecer e permanecer mais um pouco naquele Mundo.
Naquela noite não dormi até ele voltar, limitei a olhar o mar, pela grande janela da minha suite
Escrevi novamente, e reparei que tinha o meu primeiro comentário.
Sorri para mim mesmo e respondi.
No dia seguinte Bill e Georg estavam de ressaca, tinham bebido de mais, e Gustav levantou-se cedo como sempre para correr na praia, mais dois seguranças discretamente.
Foi ter a porta do quarto de Bill, bati, e uma lamúria vinda do seu interior fez notar a sua presença.
Os seguranças já me tinha informado do seu estado, por isso insisti.
Pedi ao Tobi a cópia da chave, e um dos seguranças veio me entregar.
O quarto estava escuro e tinha roupa espalhada por todo o lado.
Aproximou me da cama, e chamo o seu nome.
- Manda-o parar, quero dormir… (uma voz feminina por entre os lençóis denunciava mais uma pessoa naquela cama).
Olhei espantado para a cama e para aquelas formas a moverem-se por entre os lençóis.
Dei um passo para trás, e vejo o braço do Bill surgir por entre os lençóis tentando alcançar a mesa de cabeceira..
- Tom, sai daqui, não vês que estou ocupado. (disse aquilo num tom rabugento e autoritário).
Olhei para a cama e afastei-me ainda mais, acabando por sair, ouvi ele ainda dizer aquela mulher..


- Não ligues querida, ele já saiu, a ver se aquele traste não nos chateia..


(Ouvi uma gargalhada abafada, e risinhos maldosos, desejando simplesmente não ter ouvido tal coisa, mas a dor aumentava ainda mais, pensei – ele está só bêbado – mas eu sabia que não ia ser assim tão fácil ignorar)
Voltei para a minha suite, e novamente chorei em silêncio deixando lágrimas escorrerem pela minha face involuntariamente.


No computador descobri uma forma de aliviar aquela dor escrevendo cada vez mais, o que sentia, e ouvido a opinião dos outros.


Continua...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

One Shot - Tom Tears


Encontro-me novamente no tour bus, a caminho da próxima cidade, já não sei quanto tempo vou aguentar assim, o sofrimento e a angústia que trago comigo, faz questão de não me abandonar por mais que eu deseje.

Não me sinto bem há tanto tempo, e parece que ninguém vê, ou simplesmente ignorara toda esta situação.

Por vezes queria que ele visse…sim ele …a pessoa que mais amo no mundo, a outra metade de mim, mas parece que apenas vê o mundo lá fora, e não nota que estou a sofrer.

Queria falar…chorar no seu colo, mas parece que está demasiado ocupado com aquele Mundo.

Um Mundo de plástico, de sorrisos falsos, e pessoas ocas, que apenas te admiram por aquilo que representas e tens…e nem se dão ao trabalho de te conhecerem como eu te conheço desde que nascemos.

Por vezes quero Gritar…Olha para mim…estou aqui, a sofrer…todo este tempo, esquece a fama, esquece estas pessoas de falsos moralismos e afectos, caminha para junto de mim, vamos desaparecer, com a mesma facilidade que surgimos.

Parece que não me amas, como de antes, onde está aquela pessoa, a qual eu olhava no espelho e me via, onde está o resto da minha alma, que a natureza fez questão de separar em dois corpos.

Onde está o meu irmão, aquele que em tempos partilhava as suas emoções comigo, sem necessitar de palavras.

O meu sorriso apagou-se há tanto tempo..será que não reparas-te …Acorda..desperta …sai desse mundo antes que te percas para sempre.

Eu estive sempre ao teu lado, apoiando, protegendo-te durante todos estes largos anos.. e a mim…todos se esquecem, ninguém está ao meu lado..nem mesmo Tu..receio ter que acabar com tudo, pois não aguento mais.


Continua...