III- A Imagem
A lua estava cheia, viva, a sua luz entrava com uma intensidade estranha pelas três janelas principais que rodeavam a pitoresca sala, uma nova frase surge agora perante mim no espelho.
Letras brancas formam a estranha frase agora gravada na superfície espelhada.
- Because it´s long life.
- Kaos and unic life intro two zones
A frase em Inglês não fazia qualquer sentido, aquelas palavras vagas deixavam me confusa, e olhei para as imagens da Lua, e reparei que se tratava de um ciclo, ou melhor de um calendário lunar, números acompanhavam as pequenas figuras, das diferentes faces da lua.
Reparei que a data de hoje estava assinalada e vi perante mim surgir uma imagem.
Aquele que me pertencia em Sonhos, surgia agora.
Os seus olhos negros e expressivos incrivelmente belos, faziam-me não ter medo e ter vontade de conhecer mais.
As roupas eram pretas, os cabelos longos e negros caindo ligeiramente sobre o rosto.
A sua face era esculpida de forma rara, nunca em toda a minha vida tinha visto um rosto tão bonito.
Ele olhava para mim, e os seus lábios moveram-se.
A voz familiar era agora prenunciada por si – Do you hear me..please save me..
E desapareceu.
Corri na direcção do espelho numa tentativa de o apanhar, como se por instantes eu tivesse o poder de atravessar aquela superfície.
- Sim eu ouvi, volta por favor – Dizia e olhava para o vazio deixado por ele.
Olhei para o calendário Lunar, e vi que dali a três dias, outro numero estava marcado.
Sentei-me nessa noite em frente ao espelho, queria vê-lo de novo e nem sabia porque.
As horas iam passando e nada, acabo mesmo por adormecer em frente desde quando o Mr.John faz cair a caixa de música e me fez despertar.
A melodia desta começava a tocar, levanto-me lentamente e sorriu ao ver de novo a imagem no espelho.
- Quem és tu? – pergunto num tom de ansiedade, ao vê-lo.
- “Alguém que ficou preso nas sombras” –
- És um fantasma..um anjo, não entendo..
Ele olhou para baixo - “ A verdade é que não sei, não me recordo, apenas sei que te conheço e quero estar contigo. Tira-me daqui, só tu podes faze-lo.”
- Mas como??
- “Só tu tens a resposta” – e desapareceu.
Na manhã seguinte, reparei que dentro da caixa de musica tinha uma mensagem dele.
-“ Só tu tens a chave”
De alguma forma aquele anjo saiu do espelho, a sua voz e mensagem eram passadas para mim, e eu não sabia como ajuda-lo.
Num pequeno diário, escrevi todas as mensagens e situações, eu tinha que achar a solução para este quebra-cabeças.
Continua...
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
One Shot "Moonlight" - I e II » Por AngeL
I - Espelho
Naquela noite, no quarto da minha mãe, peguei delicadamente na chave que se encontrava na caixa de musica , guardada no interior da mesa-de-cabeceira.
A chuva lá fora caia com uma intensidade pouco própria da época, e o frio notava-se através da névoa branca da janela.
Peguei na chave e avancei até ao grande armário de madeira velha maciça, ao som da doce melodia da caixa de musica.
Coloquei e rodei a chave com grande dificuldade.
Mr. John, aproxima-se e mia ao mesmo tempo que se enrosca nas minhas pernas.
Este gato negro de grandes olhos azuis e pelo macio, era agora a minha única companhia.
Abri a porta que rangia a medida que eu a movia, e reparo em pequenos objectos, que estavam nas portas laterais, nas uniformes prateleiras em forma de cubo, e no centro junto há parede estava um enorme espelho com os vários ciclos da lua gravados nas suas extremidades.
Por baixo uma frase, mas que não entendia.
O local era escuro, devido a falta de electricidade por isso arrastei o espelho até perto da lareira, na sala grande, que para além de moveis velhos, e do Mr. John, apenas continha velas, para iluminar o ambiente.
Mesmo ao chegar perto da Lareira parto sem querer umas das pontas do espelho.
Esta fica junto desde, mas quando olho com mais atenção, vejo a solução para a frase do espelho, está estava invertida, logo quem a gravou, era como se o fizesse por dentro do espelho.
Aproximei-me e li cada palavra..
- “Após o ciclo fechado
De novo do Escuro voltará
Aquele que com a linha vermelha
O passado escondeu, e agora Renascerá”.
II - Sonho
Os Sonhos continuavam, eu passava agora os dias em casa, nem a escola me fazia sair.
Naquela noite, voltei a sonhar com o rapaz mistério, pensei para mim própria, que a solidão tinha criado está personagem para eu não me sentir sozinha.
Levantei-me e desci a velha e ruidosa escadaria, e fui buscar um copo de leite.
Mr .John como sempre despertou e exigia o seu próprio alimento.
- Tu não tens emenda possível, sempre invejoso – sorri ao acariciar o seu pelo.
- Toma lá um pouco de leite, e vê se dormes.
Como não tinha sono, sentei-me junto a lareira e acendi-a com uns troncos finos que tinha lá por casa.
Mr.John insatisfeito, veio para o meu colo, há procura de carinho.
- Diz-me Mr.John, porquê o ser humano é tão complicado, seria mais fácil ser como tu, a comer e dormir todo o dia, ou livre como um pássaro, e voar para longe daqui, porque aqui ninguém vai sentir a minha falta.
Continua...
Naquela noite, no quarto da minha mãe, peguei delicadamente na chave que se encontrava na caixa de musica , guardada no interior da mesa-de-cabeceira.
A chuva lá fora caia com uma intensidade pouco própria da época, e o frio notava-se através da névoa branca da janela.
Peguei na chave e avancei até ao grande armário de madeira velha maciça, ao som da doce melodia da caixa de musica.
Coloquei e rodei a chave com grande dificuldade.
Mr. John, aproxima-se e mia ao mesmo tempo que se enrosca nas minhas pernas.
Este gato negro de grandes olhos azuis e pelo macio, era agora a minha única companhia.
Abri a porta que rangia a medida que eu a movia, e reparo em pequenos objectos, que estavam nas portas laterais, nas uniformes prateleiras em forma de cubo, e no centro junto há parede estava um enorme espelho com os vários ciclos da lua gravados nas suas extremidades.
Por baixo uma frase, mas que não entendia.
O local era escuro, devido a falta de electricidade por isso arrastei o espelho até perto da lareira, na sala grande, que para além de moveis velhos, e do Mr. John, apenas continha velas, para iluminar o ambiente.
Mesmo ao chegar perto da Lareira parto sem querer umas das pontas do espelho.
Esta fica junto desde, mas quando olho com mais atenção, vejo a solução para a frase do espelho, está estava invertida, logo quem a gravou, era como se o fizesse por dentro do espelho.
Aproximei-me e li cada palavra..
- “Após o ciclo fechado
De novo do Escuro voltará
Aquele que com a linha vermelha
O passado escondeu, e agora Renascerá”.
II - Sonho
Os Sonhos continuavam, eu passava agora os dias em casa, nem a escola me fazia sair.
Naquela noite, voltei a sonhar com o rapaz mistério, pensei para mim própria, que a solidão tinha criado está personagem para eu não me sentir sozinha.
Levantei-me e desci a velha e ruidosa escadaria, e fui buscar um copo de leite.
Mr .John como sempre despertou e exigia o seu próprio alimento.
- Tu não tens emenda possível, sempre invejoso – sorri ao acariciar o seu pelo.
- Toma lá um pouco de leite, e vê se dormes.
Como não tinha sono, sentei-me junto a lareira e acendi-a com uns troncos finos que tinha lá por casa.
Mr.John insatisfeito, veio para o meu colo, há procura de carinho.
- Diz-me Mr.John, porquê o ser humano é tão complicado, seria mais fácil ser como tu, a comer e dormir todo o dia, ou livre como um pássaro, e voar para longe daqui, porque aqui ninguém vai sentir a minha falta.
Continua...
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One Shot " Moonlight"
quarta-feira, 19 de maio de 2010
One Shot "Moonlight" » Por AngeL
Caminho em silêncio pelas ruas desertas da minha cidade..
Não se vê ninguém nas ruas, o frio parece intimidar os mais corajosos, as temperaturas baixas deixam o meu corpo num tom pálido quase roxo, e a minha pele insensível ao toque.
Sinto-me um verdadeiro fantasma, invisível para o Mundo.
Respiro fundo e continuo o meu caminho pela neve, as marcas solitárias que deixo a minha passagem parecem ser as únicas marcas de uma presença no local.
Sinto que se gritar ninguém virá, sinto que se chorar, ninguém me apoiará, sinto que se eu morrer simplesmente vou desaparecer.
Faltam apenas alguns metros, até a minha casa, finalmente irei ter algum conforto, mas não deixarei de me sentir sozinha.
Sento-me junto a lareira, e observo calmante o rodopiar daquelas chamas, como eu gostava de ter um sinal que tudo irá ser diferente.
Há meses que passo os dias entre a escola, e casa, não falo com ninguém, e parece que ninguém se importa comigo.
Até mesmos os professores já me “ assumiram “ como um caso perdido.
A minha roupa preta, a maquilhagem pesada, parece que os afasta ainda mais daquele que eu chamo o meu espaço protegido.
Aquele que me pertence em sonhos, aquele que me faz querer voar e acreditar em algo novo, aquele que me faz querer viver, quando simplesmente sobrevivo.
A minha mãe mal a vejo , o meu pai cobarde, saiu de casa e abandonou-nos as duas, neste chalé antigo, onde os meus bisavôs nasceram. A minha infância não foi fácil, e parece que por mais que eu queira simplesmente não irei ser feliz.
Vou me deitar, a noite vai longa, e amanha as aulas são bem cedo, a vontade de ir é nula, mas se desistir disso não terei mais nada por qual lutar.
Nessa noite dormi mal, durante o sonho eu caminhava por um túnel, o qual uma voz me chamava, eu tentava ver quem era mas por mais que corresse parecia ser sempre em vão.
Pequenas imagens surgiam entre clarões, uns olhos negros expressivos, umas mão grandes e delicadas, uma silhueta magra e alta difícil de identificar.
Na manha seguinte fui para a escola, mas as novas imagens que sonhará, faziam questão de permanecer na minha mente, querendo saber mais..
Riscava o meu bloco, em vão, pois nada era escrito ou desenhado..os dias foram passando e os sonhos eram cada vez mais constantes.
Um mês depois, após o regresso das aulas, tive a sensação que alguém me seguia, olhei e nada vi, por isso continuei o meu percurso por aquelas ruas frias e pouco iluminadas.
O sol de Inverno, fazia questão de nos “deixar” cedo, por isso só a escuridão e as luzes da cidade me acompanhavam.
Retirei da mala, o bilhete que a minha mãe me deixará e releio cada palavra lentamente como se um suspiro apagado se tratasse:
- “ Helena, minha pequena Elle, sei que não tenho sido uma mãe presente, e muitas vezes não te dei a atenção que merecias. Espero que compreendas a minha atitude, mas voltarei e ai te irei dar uma vida melhor.
Tens algum dinheiro guardado, no meu quarto na mesinha de cabeceira e algumas chaves de um armário que contém objectos da avó, Voltarei em breve..
Um beijo Mãe” -.
Volto há realidade, após as palavras relidas novamente. As ruas parecem a minha única companhia, juntamente com as lágrimas que agora caem compulsivamente do meu rosto.
Do nada por entre o silêncio, uma voz meiga, suave e doce como uma carícia pede-me para parar, obedeço sem hesitar, como se de uma ordem se tratasse.
Aos meus pés cai um objecto pesado, vindo do cimo do prédio, e um homem aparentemente dos seus quarenta anos, desce a escadaria do prédio a correr, e pergunta-me se estou bem.
Faço sinal com a cabeça que sim, e olho para trás na esperança de ver alguém mas em vão.
Mais duas semanas se passam e um novo aviso surge, salvando-me de novo.
Continua...
Não se vê ninguém nas ruas, o frio parece intimidar os mais corajosos, as temperaturas baixas deixam o meu corpo num tom pálido quase roxo, e a minha pele insensível ao toque.
Sinto-me um verdadeiro fantasma, invisível para o Mundo.
Respiro fundo e continuo o meu caminho pela neve, as marcas solitárias que deixo a minha passagem parecem ser as únicas marcas de uma presença no local.
Sinto que se gritar ninguém virá, sinto que se chorar, ninguém me apoiará, sinto que se eu morrer simplesmente vou desaparecer.
Faltam apenas alguns metros, até a minha casa, finalmente irei ter algum conforto, mas não deixarei de me sentir sozinha.
Sento-me junto a lareira, e observo calmante o rodopiar daquelas chamas, como eu gostava de ter um sinal que tudo irá ser diferente.
Há meses que passo os dias entre a escola, e casa, não falo com ninguém, e parece que ninguém se importa comigo.
Até mesmos os professores já me “ assumiram “ como um caso perdido.
A minha roupa preta, a maquilhagem pesada, parece que os afasta ainda mais daquele que eu chamo o meu espaço protegido.
Aquele que me pertence em sonhos, aquele que me faz querer voar e acreditar em algo novo, aquele que me faz querer viver, quando simplesmente sobrevivo.
A minha mãe mal a vejo , o meu pai cobarde, saiu de casa e abandonou-nos as duas, neste chalé antigo, onde os meus bisavôs nasceram. A minha infância não foi fácil, e parece que por mais que eu queira simplesmente não irei ser feliz.
Vou me deitar, a noite vai longa, e amanha as aulas são bem cedo, a vontade de ir é nula, mas se desistir disso não terei mais nada por qual lutar.
Nessa noite dormi mal, durante o sonho eu caminhava por um túnel, o qual uma voz me chamava, eu tentava ver quem era mas por mais que corresse parecia ser sempre em vão.
Pequenas imagens surgiam entre clarões, uns olhos negros expressivos, umas mão grandes e delicadas, uma silhueta magra e alta difícil de identificar.
Na manha seguinte fui para a escola, mas as novas imagens que sonhará, faziam questão de permanecer na minha mente, querendo saber mais..
Riscava o meu bloco, em vão, pois nada era escrito ou desenhado..os dias foram passando e os sonhos eram cada vez mais constantes.
Um mês depois, após o regresso das aulas, tive a sensação que alguém me seguia, olhei e nada vi, por isso continuei o meu percurso por aquelas ruas frias e pouco iluminadas.
O sol de Inverno, fazia questão de nos “deixar” cedo, por isso só a escuridão e as luzes da cidade me acompanhavam.
Retirei da mala, o bilhete que a minha mãe me deixará e releio cada palavra lentamente como se um suspiro apagado se tratasse:
- “ Helena, minha pequena Elle, sei que não tenho sido uma mãe presente, e muitas vezes não te dei a atenção que merecias. Espero que compreendas a minha atitude, mas voltarei e ai te irei dar uma vida melhor.
Tens algum dinheiro guardado, no meu quarto na mesinha de cabeceira e algumas chaves de um armário que contém objectos da avó, Voltarei em breve..
Um beijo Mãe” -.
Volto há realidade, após as palavras relidas novamente. As ruas parecem a minha única companhia, juntamente com as lágrimas que agora caem compulsivamente do meu rosto.
Do nada por entre o silêncio, uma voz meiga, suave e doce como uma carícia pede-me para parar, obedeço sem hesitar, como se de uma ordem se tratasse.
Aos meus pés cai um objecto pesado, vindo do cimo do prédio, e um homem aparentemente dos seus quarenta anos, desce a escadaria do prédio a correr, e pergunta-me se estou bem.
Faço sinal com a cabeça que sim, e olho para trás na esperança de ver alguém mas em vão.
Mais duas semanas se passam e um novo aviso surge, salvando-me de novo.
Continua...
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