quinta-feira, 17 de junho de 2010

One Shot: Phantomrider - Capitulo I – Alma perdida.

Musica Beyonce - Still In Love (Kissing You)





Eu tinha chegado a casa e o Tom subiu as escadas a correr para o quarto.
- Mãe, já chegamos!!
- Olá Bill, então como correu o concerto?(diz sorrindo e olhando em volta) Onde está o teu irmão?
- O Tom foi a correr até ao quarto, acho que estava a espera de uns e-mails, o concerto foi bom, mas eu estava mesmo nervoso antes de entrar no palco.
- Isso é normal querido – disse a minha mãe, enquanto me passava carinhosamente a mão sobre o rosto.
- Mãe, vou tomar um banho, o jantar ainda demora?
- Não, está quase pronto, vai lá que já vos chamo aos dois - diz sorrindo e dirige-se para a cozinha.
Entretanto o telefone toca, ainda desci mas a minha mãe foi mais rápida a atender.
Ao vê-la voltei para trás e foi para o meu quarto.
Durante o jantar a minha mãe estava pálida, sem forças, brincava com a comida, remexendo o prato a procura das palavras certas para falar comigo.
- Mãe, que se passa? Eu e o Bill já notamos que não estás bem.
A minha mãe nem coragem tinha para nos olhar nos olhos e pediu para termos apenas calma.
O nosso padrasto entra com o mesmo ar triste e pede para irmos com ele a um sítio.
Estávamos todos no carro, e uma angustia apoderava-se do meu peito de uma forma esmagadora.
Eu conhecia o caminho, até bem de mais..
Chegamos a casa da Jamie, um aparato de ambulâncias e polícias invadiam toda aquela área .
Sai do carro com os olhos em lágrimas, e a minha mãe manda-me parar mas eu não obedeço.
Tom é mais rápido e agarra-me.
- Larga-me Tom..Larga-me – Gritei com o meu irmão a medida que me tentava soltar dos seus braços.


A minha mãe chega ao pé de mim e pega-me no rosto, olhando-me profundamente nos olhos.
- Bill, por favor, ouve me, ouve um assalto, a Jamie está na ambulância ,lamento mas ela esta bastante ferida e eu não sei se..
- Deixa-me vê-la mãe por favor.
O meu irmão soltou me e para mim era o sim que eu desejava ouvir.
Corri até a ambulância e um homem impediu-me de subir para o seu interior.
A minha mãe disse que eu podia e assim me abriram as portas.
- Jamie..mor..que te aconteceu
- Os meus pais Bill, os meus pais (dizia com dificuldade e um olhar apavorado).
- Eu não sei amor, mas calma eu estou aqui.
A ambulância começou a sua marcha até ao hospital e pediste me para te dar a mão.
De repende, a hemorragia piora e apenas te olho.
Olhas te para mim, com uma doçura estranha para quem estava a sofrer tanto.
Apertas te a minha mão com as forças que tinhas e em lágrimas silenciosas, partis te para sempre.
A sensação que tive, aquele vazio imenso, não era possível, não connosco, não agora, mas a realidade era que Jaime não sobreviveu.
As horas passaram e quando dei por mim, estava de volta a casa dela.
Os meus pais não repararam quando sai do hospital, e agora eu estava ali, onde tudo aconteceu.
A policia estava a abandonar o local depois de o vedar, consigo entrar pela janela e naquela escuridão procurei o ninho da minha amada.
Olhei em redor, conseguia sentir a sua presença em todo o lado, na cama enquanto dormitavas, via-te sorrir frente ao espelho com a escova cantarolado e sorrindo para mim, e na janela onde me dizia adeus sempre com uma alegria contagiante.
Fechei os olhos, sentia o teu cheiro parecia tão real, como te queria de volta perto de mim.
Tinhas tanto para viver, e parece que a ganância dos outros foi suficiente para te tirar de mim e deste mundo.
Não sei quantas horas ali fiquei, perdido no tempo e em pensamentos, quando acordei com o barulho dos policiais a entrar pela casa, sai novamente pela janela e dirigi-me até ao meu lar.
Quando abri a porta, os meus pais abraçaram me de preocupação, para dizer a verdade nem sei como ali cheguei pois não tinha forças nem vontade para nada, um ser automático tomava conta dos meus sentidos, respondendo e movimentando me, e assim me dirigi ao quarto.
- Bill, eu estava preocupado, onde estavas durante a noite? – Tom estava aflito e corria agora até mim.
- Estive na casa da Jamie, ela Tom, ela.. – As palavras nem forças tinham para abandonar os meus lábios, nem a aceitação de tal facto.
Eu sei o que se passou, mas eu estarei sempre aqui, ao teu lado, juntos vamos ultrapassar isto. (abraça-me em seguida).

1 comentário:

  1. Caramba AngeL...

    Tenho um nó tão grande na garganta e um aperto enorme no estômago.... as lágrimas... está difiíil mantê-las.....

    Mas tu, claro, já sabias que eu ia ficar assim, certo?!?

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